19.11.08

racialismo, racismo, terrorismo e babaquice


A quantidade de comentários e declarações envolvendo a cor de Barack Obama demonstra bem em qual lugar se pára com discursos racistas e racialistas - eles acabam sempre em coisa ruim. O desse terrorista, o segundo da Al Qaeda, é apenas mais um: "Al Zawahri disse em vídeo publicado na internet que o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, é um "house negro". O termo foi usado pelo líder negro Malcolm X, para descrever uma pessoa negra que está mais ligada a valores "dos brancos". "Obama é o oposto dos honrosos americanos negros, como Malcolm X", disse o integrante da Al Qaeda."

Lamentável que se pareça com tantos outros.


18.11.08

alô! alô?

Então eu pergunto, não com indiferença: E as ilegais? E as violações de conversas telefônicas, de e-mails e o escambau? Você confia no seu sigilo telefônico?! Se você confia... sei lá, talvez se considere uma pessoa completamente desimportante, como eu, não é mesmo? Mas se você acredita que tem alguma importância... num país em que Estado, governo e partido se confundem, penso que as escutas ilegais ultrapassam em muito a cifra oficial. Portanto, desconfie.

15.11.08

e a amante?


Obama é o alvo dos comentários mais recentes. É o cara do momento. Tem até uma celeuma sobre em qual escola as filhinhas dele devem estudar - se em escola pública ou privada. Uns arguementam que deve ser em escola pública, haja vista que, se pretende melhorar a educação pública, melhor começar dando o exemplo de casa... enfim, babaquice politicamente correta. Sou de opinião, dando meu pitaco no assunto, de que as filhas são dele e, portanto, as coloca na escola que bem entender e quiser, e ponto final.

Mas faço um comentário - se isto é mesmo um comentário - mais relevante sobre este Barack. - Como ele tira uma onda de John Kennedy negro e está formando sua equipe quase toda com o ex-time de Bill Clinton, eu pergunto: e as possíveis amantes de Obama?

Kennedy teve a belíssima Marilyn Monroe (esta da foto acima, que peguei aqui). Clinton, a baranga da Monica Lewinsky. As apostas estão abertas.

13.11.08

Obamismo rasteiro.


A declaração do presidente brasileiro é claramente ofensiva. Ofensiva aos americanos e, claro, ao próprio Obama. É por demais preconceituosa. É o obamismo mais rasteiro em ação. É a não compreensão de que a nação americana passou, como tantas outras sociedades, por mudanças e transformações - sendo a vitória de Barack Obama apenas resultado e expressão eleitoral dessas mudanças.

Pensar que um suposto fracaso da administração Obama resulte num retrocesso social nos Estados Unidos, é reduzir a maior democracia do planeta, representante legítima de valores caros à civilização ocidental, a um tipo qualquer de republiqueta de bananas governada por um diretório petista, sendo Obama o paizão da nação.

A infeliz delcaração revela o pensamento de Lula e o significado do lulismo (bem como do obamismo mais rasteiro): Ele é o paizão do Brasil. Imagina que tem agora um irmaozinho, Baraquinho Obama, o paizão dos EUA; sem falar no vovozinho Fidel, o paizão de Cuba.

12.11.08

O telefonema e o obamismo de Lula.

Leio por aí (em todo lugar) que Obama ligou pra Lula. Desconfio. Como pode um presidente estrangeiro ligar para o nosso presidente, considerando o fato de Lula estar em visita a um terceiro país? Obama ligou para a Itália e, por acaso, encontrou Lula por lá, num telefone público?

Portanto, tento explicar o caso, ao modo deste blog. Lula ainda está na Itália. Insistiu numa ligação para o presidente eleito dos EUA. Os canais são muitos, não importando em qual planeta Lula esteja, afinal o Itamaraty existe também pra isso. Barack, começando a vida agora, precisando ser simpático e bacana com todo mundo, precisando mesmo tirar uma de Obama, deve ter dito a um de seus assessores: - “Retorna logo um telefonema pra ele e vamos por fim a essa tamanha insistência do brasileiro, que nem colega meu é ainda, pois não sou o presidente. Os Estados Unidos têm um presidente de cada vez. E o da vez é Bush.

Enfim, triiiiiiiiiiimmmmm.... regozijo total.... durante 15 minutos, Obama falou banalidades e ouviu tantas outras. Suponho que, após o americano desligar, Lula deve ter ficado com o fone encostado ao ouvido, ainda tentando escutar o eco da nova e brilhante voz presidencial. É o obamismo em ação.

Lula é mais um Obamista, como tantos outros bilhões espalhados pelo mundo. Como bom obamista que sou, tento explicar o obamismo de Lula – Sei lá o quê, algo parecido com expectativa de Ano Novo. Além de tudo, ser um obamista é legal, é bacana, é até charmoso, como o próprio Obama.

9.11.08

G-20 pode ser uma piada.


Segundo o professor, não se pode obter bons resultados sem a devida preparação e esperar algo de relevante e positivo de um encontro organizado em cima da hora. É uma piada, disse Friedman. Ah, sim... Barack Obama não vai estar lá. Claro, que não vai. Obama não é bobo, é um político frio e racional. O presidente-eleito, futuro líder mundial, não vai querer colocar seu nome em algo fadado ao fracasso.

6.11.08

Lula e Obama - nada a ver...

O ministro Guido Mantega comparou Lula a Obama, lembrando a “proximidade de origem” entre os dois  – o negro e o operário – inclusive como  fator facilitador das boas relações entre Brasil e Estados Unidos. Deu vontade de dar um chute na minha TV.

Quer dizer então que as relações entre duas democracias estão fadadas a esse tipo de “proximidade de origem” entre seus mandatários de plantão???????. Se fosse McCain  (militar, filho de um almirante), ou até mesmo Hillary (ex-primeira dama), seria diferente? Por quê? Ora, qual é a desse nosso ministro?

Guido falou do nosso etanol. Pergunto: Obama vai deixar o nosso festejado etanol entrar lá, por conta da tal "proximidade"? DUVIDO! Antes do Brasil (se é que vai pensar no Brasil), Obama vai primeiro olhar para Illinois, o Estado que atualmente representa como senador, produtor de milho para o etanol dos EUA. É o protecionismo mesmo. Ta bom?!

E, por falar nisso... afinal, o que há de comum entre Obama e Lula? - O primeiro é negro; e Lula, é negro? O primeiro estudou, tem dois diplomas, um deles na mundialmente prestigiosa universidade de Harvard; já Lula, esnoba esse negócio de estudo, diploma e academia (vide o que ele fala de FHC e dos doutores).

No palanque, Obama é contido, poucas vezes eleva o tom, é bem falante. Chegam até a comentar que, de tão sofisticado, Obama não fala diretamente ao povão americano; o nosso Lula berra e grita, agride e fica vermelho de raiva.

Lula faz questão de parecer simplório e manipula uma mistura explosiva de ignorância e arrogância. Obama, ao contrário (embora tenha muita “pose” mesmo), sempre ressalta o fato de ter estudado na maior universidade do país. Você já assistiu a algum evento público de Obama, já viu como ele anda, olha e fala? Vê-se nele certo ar de distanciamento. Dê uma olhada no vídeo do discurso da vitória, em Chicago, quando o Biden (o vice) entrou no palanque. Biden veio “todo sorrisos”. Obama o recebeu com um abraço cerimonioso, recoberto de frieza, um sorriso sequer devolveu ao seu vice.

Tem também a conversa da origem humilde. Parece até que todos os presidentes americanos têm origem na classe alta. Clinton nasceu classe média baixa. Pai alcoólatra, o sujeito tinha tudo pra dar errado (mas era um dos melhores alunos da escola). Nixon veio de família muito pobre e só fez faculdade porque o irmão mais velho – que tinha a preferência – morreu. Lembra-se de Lincoln, o grande dos grandes, filho de um sapateiro? E, até aqui mesmo, qual é a origem social do presidente Juscelino? Juscelino passou a infância e a juventude na pobreza... Epa! (mas estudou muito e conquistou diploma de médico – quase um pecado para estes tempos de lulismo).

Portanto, não é novidade, nem para nós e nem para os americanos do norte, a superação pessoal e de classe, prova de mobilidade social, o que é admirável sempre, fique bem claro. Lembro contudo que se um político vem “de baixo”, e conquista um cargo eletivo muito importante: é, mais que tudo, demonstração de grandeza de um povo e de uma nação. 

5.11.08

Termina uma campanha histórica.


Obama venceu (no momento em que escrevo, os votos não estão todos contados. Mas não precisa ser tão bom em números para saber que ele vai conquistar o número suficiente de delegados. Pelas minhas contas, passará de 300).

Agora é esperar o resultado das tantas expectativas depositadas nele, na América e fora dela. E aí já foge daquilo que os números podem nos mostrar no momento. Mas, por enquanto, é uma bela vitória. (esta foto eu peguei aqui)

3.11.08

Obama X McCain: Quem vai levar?


Já neste finzinho da campanha presidencial americana, descobri um novo site agregador de pesquisas, o FiveThirtyEight. Traduzindo, quer dizer "Quinhentos e Trinta e Oito" - 538  é o total de delegados em jogo nas eleições.

Lá pelos "esteites", fazem tantas pesquisas diariamente, em nível nacional e nos Estados, que sites agregam-nas para oferecer médias aceitáveis, haja vista que os resultados apresentados pelos diversos institutos distoam tanto entre si, de modo a nos levar a não acreditar em praticamente nenhum deles.

O site RealClearPolitics faz uma média aritimética dos resultados recentes. O FiveThirtyEight(538) é mais sofisticado, calcula médias ponderadas, considerando os acertos dos institutos em eleições anteriores e mais outras coisas mais que não consegui entender (e nem pretendo). No momento em que escrevo este texto, o site projeta a virória de Barack Obama, com mais de 346 delegados, contra 191 de McCain; no voto popular, 52% pra Obama e 46% para o oponente republicano. Segundo o 538, a chance de vitória de Obama é de 98,1%. A de McCain, de apenas 1,9%.

As informações disponíveis são as mais variadas. Por exemplo: A chance de Obama perder em Ohio e ganhar a cadeira de presidente é de 85,83%; mas a de perder em Ohio, Florida e Pensylvania e, ainda vencer as eleições, cai para 9,76% - enquanto este mesmo cenário para McCain é ZERO! Projeta também que os democratas deverão conquistar 57% das cadeiras do Senado dos Estados Unidos, ficando os republicanos com 41%. Se o 538 estiver certo, Obama vai fazer cabelo e barba.

Amanhã é o dia (ou hoje, a depender se está lendo hoje ou amanhã). Vale a pena esperar pra ver o resultado. Trata-se da mais longa e cara eleição da História da Humanidade.

2.11.08

A continuar assim, talvez precisemos de um Obama no futuro.


Se vencer as eleições presidenciais na próxima terça-feira, as manchetes vão pipocar pelo mundo: "PRIMEIRO PRESIDENTE NEGRO DOS EUA". Natural que seja assim. Mas façamos um rápido comentário: - Obama declara ser filho de um negro queniano com uma americana branca, criado por avós brancos, e que tem parentes de muitas outras etnias e culturas, espalhados em três continentes, carrega até mesmo o sobrenome Hussein. Aqui no Brasil, pela tradição que ainda nos guia, seria considerado um mulato, pardo ou mestiço.

Obama não fez campanha baseado no conceito de raça. Disse que "Eu não acredito em políticas baseadas na raça". Seu mantra, desde as primárias é: “Não somos negros, nem brancos, nem democratas ou republicanos, somos americanos.” Pode parecer romântico ou ingênuo. Contudo, por trás destas palavras, observa-se a não defesa das chamadas ações afirmativas - um tipo de discriminação racial reversa -, que deram origem às cotas raciais (coisa que está virando moda por aqui).

Inteligente e esperto, Obama não se declara um candidato negro, mas um pós-racial. Seu foco está nas pessoas, na idéia de oportunidades para todos, educação, atenção à saúde, coesão familiar, fortalecimento do sentido de comunidade; que negros e brancos, em vez de se queixarem, cuidem melhor da educação de seus filhos, evitando deixarem as crianças o dia inteiro de frente pra um aparelho de TV.

Se chegar a ser presidente dos EUA, espera-se que Obama venha a combater todo tipo de discriminação racial, inclusive a discriminação reversa, na qual se baseiam as políticas de cotas. Se o fizer, dará um passo para um futuro luminoso, reduzindo a tensão racial que aflige o país que se declara defensor do mundo livre. Ao contrário do que estamos iniciando aqui - pois andamos atualmente  na contramão, pra variar - com esta nossa política de cotas em universidades, iniciando no Brasil a separação entre negros e brancos, jogando no lixo uma boa tradição de mestiçagem. A continuar assim, talvez precisemos de um Obama no futuro.