
19.11.08
racialismo, racismo, terrorismo e babaquice

18.11.08
alô! alô?
15.11.08
e a amante?

13.11.08
Obamismo rasteiro.
12.11.08
O telefonema e o obamismo de Lula.

Leio por aí (em todo lugar) que Obama ligou pra Lula. Desconfio. Como pode um presidente estrangeiro ligar para o nosso presidente, considerando o fato de Lula estar em visita a um terceiro país? Obama ligou para a Itália e, por acaso, encontrou Lula por lá, num telefone público?
Portanto, tento explicar o caso, ao modo deste blog. Lula ainda está na Itália. Insistiu numa ligação para o presidente eleito dos EUA. Os canais são muitos, não importando
Lula é mais um Obamista, como tantos outros bilhões espalhados pelo mundo. Como bom obamista que sou, tento explicar o obamismo de Lula – Sei lá o quê, algo parecido com expectativa de Ano Novo. Além de tudo, ser um obamista é legal, é bacana, é até charmoso, como o próprio Obama.
9.11.08
G-20 pode ser uma piada.
6.11.08
Lula e Obama - nada a ver...
O ministro Guido Mantega comparou Lula a Obama, lembrando a “proximidade de origem” entre os dois – o negro e o operário – inclusive como fator facilitador das boas relações entre Brasil e Estados Unidos. Deu vontade de dar um chute na minha TV.
Quer dizer então que as relações entre duas democracias estão fadadas a esse tipo de “proximidade de origem” entre seus mandatários de plantão???????. Se fosse McCain (militar, filho de um almirante), ou até mesmo Hillary (ex-primeira dama), seria diferente? Por quê? Ora, qual é a desse nosso ministro?
Guido falou do nosso etanol. Pergunto: Obama vai deixar o nosso festejado etanol entrar lá, por conta da tal "proximidade"? DUVIDO! Antes do Brasil (se é que vai pensar no Brasil), Obama vai primeiro olhar para Illinois, o Estado que atualmente representa como senador, produtor de milho para o etanol dos EUA. É o protecionismo mesmo. Ta bom?!
E, por falar nisso... afinal, o que há de comum entre Obama e Lula? - O primeiro é negro; e Lula, é negro? O primeiro estudou, tem dois diplomas, um deles na mundialmente prestigiosa universidade de Harvard; já Lula, esnoba esse negócio de estudo, diploma e academia (vide o que ele fala de FHC e dos doutores).
No palanque, Obama é contido, poucas vezes eleva o tom, é bem falante. Chegam até a comentar que, de tão sofisticado, Obama não fala diretamente ao povão americano; o nosso Lula berra e grita, agride e fica vermelho de raiva.
Lula faz questão de parecer simplório e manipula uma mistura explosiva de ignorância e arrogância. Obama, ao contrário (embora tenha muita “pose” mesmo), sempre ressalta o fato de ter estudado na maior universidade do país. Você já assistiu a algum evento público de Obama, já viu como ele anda, olha e fala? Vê-se nele certo ar de distanciamento. Dê uma olhada no vídeo do discurso da vitória, em Chicago, quando o Biden (o vice) entrou no palanque. Biden veio “todo sorrisos”. Obama o recebeu com um abraço cerimonioso, recoberto de frieza, um sorriso sequer devolveu ao seu vice.
Tem também a conversa da origem humilde. Parece até que todos os presidentes americanos têm origem na classe alta. Clinton nasceu classe média baixa. Pai alcoólatra, o sujeito tinha tudo pra dar errado (mas era um dos melhores alunos da escola). Nixon veio de família muito pobre e só fez faculdade porque o irmão mais velho – que tinha a preferência – morreu. Lembra-se de Lincoln, o grande dos grandes, filho de um sapateiro? E, até aqui mesmo, qual é a origem social do presidente Juscelino? Juscelino passou a infância e a juventude na pobreza... Epa! (mas estudou muito e conquistou diploma de médico – quase um pecado para estes tempos de lulismo).
5.11.08
Termina uma campanha histórica.

3.11.08
Obama X McCain: Quem vai levar?
2.11.08
A continuar assim, talvez precisemos de um Obama no futuro.

Se vencer as eleições presidenciais na próxima terça-feira, as manchetes vão pipocar pelo mundo: "PRIMEIRO PRESIDENTE NEGRO DOS EUA". Natural que seja assim. Mas façamos um rápido comentário: - Obama declara ser filho de um negro queniano com uma americana branca, criado por avós brancos, e que tem parentes de muitas outras etnias e culturas, espalhados em três continentes, carrega até mesmo o sobrenome Hussein. Aqui no Brasil, pela tradição que ainda nos guia, seria considerado um mulato, pardo ou mestiço.
Inteligente e esperto, Obama não se declara um candidato negro, mas um pós-racial. Seu foco está nas pessoas, na idéia de oportunidades para todos, educação, atenção à saúde, coesão familiar, fortalecimento do sentido de comunidade; que negros e brancos, em vez de se queixarem, cuidem melhor da educação de seus filhos, evitando deixarem as crianças o dia inteiro de frente pra um aparelho de TV.
Se chegar a ser presidente dos EUA, espera-se que Obama venha a combater todo tipo de discriminação racial, inclusive a discriminação reversa, na qual se baseiam as políticas de cotas. Se o fizer, dará um passo para um futuro luminoso, reduzindo a tensão racial que aflige o país que se declara defensor do mundo livre. Ao contrário do que estamos iniciando aqui - pois andamos atualmente na contramão, pra variar - com esta nossa política de cotas em universidades, iniciando no Brasil a separação entre negros e brancos, jogando no lixo uma boa tradição de mestiçagem. A continuar assim, talvez precisemos de um Obama no futuro.






